Sexta-feira, Abril 16, 2010
Psicologia do consumo (entrevista à revista ANA)
Revista ANA: Como funciona o cérebro do comprador, que estratégias são utilizadas?
Instituto da Inteligência (Nelson S Lima): "As nossas escolhas são multifocais mas podem ser divididas em três tipos: instintivas, emocionais e racionais. Em boa verdade, todo o acto de compra envolve pelo menos dois destes tipos de escolhas sendo certo que a emocional está sempre presente com maior ou menor consciência por parte da pessoa. O cérebro é apenas um executor das decisões mentais pois, em última instância, somos nós e não o cérebro, quem realmente faz compras. Claro que no cérebro há substâncias químicas estimuladoras (neurotransmissores) que promovem as decisões de compra e que nos colocam, por vezes, no dilema de "compro ou não compro" - situação que nos impede, quase sempre, de sermos totalmente lógicos. As emoções de prazer jogam por antecipação e acabámos muitas vezes por decidir com base em expectativas que satisfaçam as nossas diferentes necessidades (objectivas e subjectivas)".
Extraído da entrevista por mim concedida à revista feminina "ANA" sobre consumo e comportamentos.
VI Encontro da ACAIS.
Envelhecimento: uma abordagem psicológica.
Realizou-se em S. João da Madeira, no dia 12 de Abril de 2010, com diversos especialistas de psicologia e psiquiatria.
Resumo da intervenção do Instituto da Inteligência, a meu cargo:
"Com o avançar da idade, o organismo desgasta-se. A esse processo chamamos envelhecimento. O envelhecimento, porém, não é um fenómeno uniforme e regular. Não é uniforme porque o corpo não envelhece todo ele ao mesmo ritmo. E não é regular porque cada órgão e cada sistema - nervoso, imunitário, digestivo, respiratório, etc. - envelhece de forma muito própria. Podemos ter o coração em excelente forma e a pele envelhecida. Podemos ouvir menos mas ter um raciocínio jovem. Podemos ter uma excelente memória para algumas coisas e ter dificuldade noutras. Não é um jogo do acaso mas o resultado da forma como governamos a nossa vida.
(...) Sentados num sofá morreremos de doença 10 a 15 anos antes do prazo de tempo que poderíamos viver saudavelmente. Tudo se resume a escolhas e comportamentos.
Por isso, os pensamentos têm um enorme poder sobre a saúde do organismo e muito em especial a do cérebro pois ele está ligado a todo o corpo - e em especial ao sistema imunitário - através de muitos milhões de células do sistema nervoso. Assim, uma mente aberta, positiva, esperançosa e activa espalha energia por todo o corpo e beneficia o próprio cérebro.
O envelhecimento deixa então de ser uma fatalidade para se tornar num tempo de novas vivências e novos desafios. Isso vai também reduzir ou eliminar os sentimentos de solidão, depressão e angústia tantas vezes associados ao envelhecimento. E porque as emoções não envelhecem podemos então descobrir novas alegrias e motivos para viver mais e melhor".


